As vezes o sentimento é de frustração. Seguido de uma tristeza profunda, que por algum tempo bate no “onde fiz errado” e pula para a sequência de hipóteses sobre o outro, das mais compassivas até as mais trágicas. Ainda me sinto o prêmio – quem não aceita se envolver comigo perde – mas admito: cansa estar sozinha. Cansa ter que aprender e nunca me sentir recompensada.

Nos últimos dois anos me envolvi com os mais diversos tipos. E todos tinham em comum algum grau de indisponibilidade: ex namorados, moravam longe, não eram compatíveis sexualmente, não estavam dispostos emocionalmente. Alguns foram bem óbvios, outros simplesmente sumiram e outros mentiram porque não tinha coragem de me dizer que não rolava. Houveram paixões quase amores, amores quase paixões, transas que viraram amizades, amizades que viraram transa. Mas nenhum foi o homem que eu queria amar – nem mesmo aqueles que se mostraram disponíveis desde o princípio e eu, como boa contraditória que sou, acabei afastando.

Hoje é sábado a noite e eu dispensei um para ser logo a seguir dispensada pelo o outro que abri espaço. Se o universo é justo, eu sou prova viva disso: nada passa desapercebido. E a vontade é de realmente desistir e adotar gatos. Quem sabe me ocupar com felinos me faça parar de olhar para cada porta disponível e me abra uma janela?

Cada vez mais aprendo que sua melhor companhia tem que ser você mesmo. E que correr para as montanhas a qualquer sinal de que o outro é treta não é intolerância. É autopreservação.

Para todos os homens que já amei, agradeço profundamente o aprendizado. Para todos aqueles que amo, lamento, vocês não me merecem. Para todos aqueles que vou amar, lembrem-se de que eu não sou pra qualquer bico, então se vierem, venham dispostos. Porque quem não brinca nem desce pro play. E eu mereço ser amada igual e na mesma intensidade.

Escrito por Isa Schulberg

Isa Schulberg é loira, escritora, jornalista e, nas horas vagas, é psicótica, antropóloga e psicóloga. Quando não está descalça atualizando seu blog, está sempre com os pés em um salto, de olho no que rola por aí.

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