E foi durante um final de domingo com uma amiga, quando estávamos quase no final da segunda garrafa de vinho e decidimos queimar o álcool ao som de Little Mix e Beyonce que veio o clique: porque será que dependemos tanto da aprovação alheia para sermos felizes?

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Desde que me mudei para território paulista devo confessar que venho me divertindo.  A Paulicéia sempre oferece alguma coisa para fazer, desde uma feirinha inusitada onde você pode comprar os presentes mais criativos para seus amigos até uma festa incrível onde você vai dançar até o chão a noite toda.  Mas as vezes bate aquele momento de solidão. E solidão leva ao Tinder, que leva ao Happen, que leva a mais um daqueles encontros cheios de expectativas, mas entrega decepcionante.

Minha amiga disse que tudo se trata de não cheirar a relacionamento. De acordo com ela, os caras sentem quando você quer algo mais que uma noite de sexo e saem correndo.  Não defendo essa teoria, mas também não sou capaz de negá-la – para quem já foi casada duas vezes, é dificil esconder as marcas com um bloth da Mac no rosto e um One Million da Paco no pescoço.  Mas será que é só isso?

Já oscilei entre uma Jout Jout que não faz joguinhos e acredita na teoria da peneira e entre uma esposa perfeita que sabe como seduzir para conseguir tudo o que quer.  E nenhum dos papéis me agrada, sinceramente.  Porque em nenhum deles sinto-me eu mesma.  Nos dois, parece que estou buscando pela aceitação – e pior, sendo alguém que eu não sou.

Com o vinho vem a verdade, e com a ressaca do dia seguinte, tomei uma grande decisão: eu não sou obrigada a nada nessa vida.  Eu nasci para ser adorada.  Leonina com ascendente em touro.  Faça-me o favor.

Se o pretê prefere jogar playstation do que sair comigo, azar o dele (sim, esse tipo de cara existe e ainda não foi preso nem exilado. Cuidado).  Se o cara me recebe na casa dele mas não tem a decência de ter uma pegada boa, eu digo obrigada e peço meu Uber.  Não respondeu minha mensagem do dia seguinte, Delete & Block.  Com classe, letra maiúscula e itálico.  E muito em breve, Revoke: obrigada, Mark Zukerberg.

E, finalmente, se aquele crush não deu match, gente, sempre há um bom livro para ler e uma ótima série de TV para assistir.  Uma pizzaria nova que entrega na sua casa. Um evento de Facebook para ir.  A verdade é que enquanto houver emprego, salário e o Evino, nunca faltará uma garrafa de vinho para abrir, muito menos uma grande amiga para compartilhar. Santé.

Escrito por Isa Schulberg

Isa Schulberg é loira, escritora, jornalista e, nas horas vagas, é psicótica, antropóloga e psicóloga. Quando não está descalça atualizando seu blog, está sempre com os pés em um salto, de olho no que rola por aí.

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