Foi neste fim de semana, zapeando minha TV Sony Bravia 3D de 42 polegadas que acabei parando em um bloco do programa que, para mim, acabou na época da Rita Lee.  Saia Justa já trouxe todo o tipo de tema polêmico para ser debatido entre quatro mulheres completamente diferentes e de opiniões fortes, até se perder em temporadas sem sentido e um novo formato nada atraente.  Mas este texto não é sobre televisão.

Os participantes do programa falavam sobre o papel de periguete e como ela surgiu na cultura brasileira.  O festival de asneiras ia desde uma psicóloga tentando explicar o cérebro da mulher pegadora até uma fashionista afirmando que as brasileiras gostavam de andar sem roupa devido sua herança indígena.   Eu comecei a rir,  mas no fundo, eu chorava com  todas as minhas forças.   Será mesmo verdade que, em tempos onde teoricamente tudo é permitido,  o sexo e as pessoas que gostam de praticá-lo, ainda são vistas com essa dose de preconceito?

Eu adoro sexo.  Falo logo.  Gosto de sexo sacana, sexo violento,  sexo doce,  sexo com dor (nas doses certas), sexo com fantasia, sexo com roupa, sem roupa,  em diversas posições.   E não, não me considero uma prostituta.  Gostar de sexo para mim é tão normal quanto gostar de chocolate ou de Manolos:  uma necessidade natural do ser humano.

Atualmente sou uma loira comprometida e,  graças aos deuses,  meu companheiro gosta de sexo tanto quanto eu.    Mas fico pensando como devem existir pessoas aí fora  – e não falo só de mulheres – que se privam de algo tão gostoso, porque se consideram sujas,  tem medo do que os outros possam falar ou pensam que estão pecando e vão arder no fogo do inferno.  Gente, o vermelho está voltando com tudo nesta estação!  As meias arrastões nunca saíram de moda!  E uma calcinha de rendinha é excitante até em um homem!  Então, que tal perdermos o medo de dançar com o capeta?

A Loira essa semana dá a dica para você que quer experimentar o fruto proibido, mas tem medo do que os outros possam pensar de você e, pior,  acha que na cama vai acabar fazendo feio,  porque sexo é mau, sujo e te deixa com vergonha.   Se você é solteira, libere as feras e permita-se ter um relacionamento casual com um, dois, três  (ao mesmo tempo? Safadinha!),  divirta-se com os lobos enquanto o lenhador não aparece.  Se você está comprometida,  que tal tentar algo diferente esta noite, hein?  Delicinha!

Sexo casual.   Se você decidiu que vai manter um relacionamento apenas por sexo,  foque na máxima de que ele não é o seu amigo,  não é seu confidente e não precisa dormir de conchinha com você, nem ser apresentado para suas amigas.   Torne-se íntima se você quiser mudar seus status de solteira para namorando,  e, principalmente, se você tiver certeza que o outro está na mesma página que você.

Tirando e colocando a roupa.   Quer sexo?  Comece tirando a roupa.  Parece óbvio, mas não é.    Não ter vergonha do próprio corpo é o primeiro passo para uma vida sexual saudável.   E convenhamos,  se você chegou ao ponto de levar o cara para um ambiente entre quatro paredes,  solteira ou comprometida, você não vai precisar daquela Victoria Secret de bojo para fazer o que interessa, vai?   Use-a como um convite,  não como uma armadura.   O mesmo vale para aquela fantasia de empregada, médica, policial….

Eu acho válido. E você?!

Perguntar não ofende.   Chegar no ouvido de alguém e dizer que está louco para ir para a cama com ele não é ofensa.  Claro que é preciso um certo nível de intimidade, ou na falta dela,  pelo menos um certo clima.   Mas alguém tem que tomar a iniciativa e porque não você?   As perguntas também se aplicam no antes, no durante e até mesmo no depois.  É muito mais gostoso fazer algo com a certeza de que está agradando –  só não vá se tornar aquela chata que fala demais e faz de menos.  Siga os instintos.

Masturbação não é pecado.   Não vou repetir o que psicólogas do mundo inteiro e livros de auto-ajuda cansam de falar.   Se tocar é a melhor maneira de saber o que você gosta.  Relaxa,  alivia e é uma delícia.  Ponto final.

Saiba dizer não.  Você pode não estar com vontade, seja pela pessoa, seja pelo momento,  seja porque você está, sei lá, passando mal ou vestindo calcinha bege.   Não se force a fazer algo para agradar a outra pessoa,  porque isso transparece nos poros e aí a chance de ser ruim para os dois é de 200%.

Saiba respeitar um não.   Se a pessoa não quer,  ela não quer.  E ponto final.   Forçar sexo com um desconhecido é estupro.   Forçar sexo com seu namorado é falta de respeito.   Todo mundo tem o direito de estar cansado ou de simplesmente não estar afim.   E isso não quer dizer que você é horrorosa –  se você for solteira, existem vários por aí que vão adorar transar com você.   Se você é comprometida,  deixe para um próximo momento e, se a coisa virar hábito, converse para que vocês encontrem uma solução juntos.

Divirta-se.   Libere suas endorfinas, suas cachorras,  seus gemidos, suas vontades.  Sexo não engorda,  não faz mal, não tem contra-indicação e tem vários bônus: humor, pele e cabelos lindos no dia seguinte são alguns deles.

Beijo da Loira!

 

Escrito por Isa Schulberg

Isa Schulberg é loira, escritora, jornalista e, nas horas vagas, é psicótica, antropóloga e psicóloga. Quando não está descalça atualizando seu blog, está sempre com os pés em um salto, de olho no que rola por aí.

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