A  primeira experiência  é algo que me encanta sempre:  a primeira coca-cola gelada do verão, a primeira vez que consegui fazer uma bola de chiclete, o primeiro beijo,  a primeira vez que transei, a primeira vez que fiquei bêbada e tantas outras.   Cada uma tem sua característica, sua história e uma sensação que ficam guardadas e merecem ser repetidas – ou não.

De todas elas, porém, nada me deixa mais intrigada do que o primeiro encontro.   Sim, porque não adianta o quanto você tente juntar experiências, o quanto você se prepare, é sempre uma surpresa quando você se predispõe a dar mais uma chance para encontrar o Cara Certo.  Depois de algumas tentativas, entre decepções e acertos,  cheguei a conclusão que este grande momento não é algo que depende do bom humor da Dona Sorte ou da artrite do Sr. Murphy.  Depende única e exclusivamente de nós e de como estamos nos sentindo.

Primeiro Encontro: Você está visualizando isso errado.

Não entendeu? Calma, Tia Isa desenha.  Se você está bem consigo mesma,  sentindo-se bonita, alegre e está predisposta a dar uma chance para o que a outra pessoa tem para te oferecer, melhor será o encontro.  Se você está se forçando a conhecer alguém novo – ou porque quer esquecer o ex, ou porque aquela amiga ficou insistindo no encontro às escuras com o cara incrível, ou ainda porque você não aguenta mais ficar sozinha – não adianta.   Um defeito vai aparecer, a comida vai ter gosto ruim e se tiver beijo, vai ter gosto de cabo de guarda-chuva.

Poderia ser simples assim, mas a coisa fica mais complexa.  O problema é que nem sempre sabemos identificar se estamos bem ou mal e aí, amiga, grandes oportunidades vão ralo abaixo ou acabamos nos metendo com um canalha pior que o Chris Brown.

Mas calma!  Nada se trancar em casa com um pote de Haagen Daaz Cookie para assistir o remake de Gabriela na sexta a noite.   Felizmente, existem alguns pequenos sinalizadores que vão te ajudar a se preparar para um primeiro encontro e, principalmente,  identificar se ele está sendo ruim por sua causa ou se o carinha do outro lado não vale a barra do seu Versace novo.

1.  Nem sempre a primeira impressão é a que conta.   Quantas vezes você comprou aquele vestido que ficou lindo em você na loja e quando foi usá-lo, mais tarde,  a sensação era de que ele magicamente encolheu ou perdeu a graça?  E o contrário?  Aquele frente única que você comprou só para ter no armário, um belo dia e uma segunda olhada serviram para transformá-lo na sua peça de roupa favorita?   No primeiro encontro é a mesma coisa.

Dê uma chance para seu novo pretê.  Deixe ele se esforçar para ser engraçado, interessante, conversador.  Foque nas qualidades dele.  O engraçado pode virar fofo.  E do fofo para o sexy, bem, não demora muito.  A não ser que o cara seja um canalha total,  dê a ele pelo menos quatro ou cinco encontros antes de tomar a decisão final de investir ou não.

2.  A primeira impressão NUNCA é a que conta.  Sim, a regra se repete.  Não caia nas graças de um primeiro encontro perfeito, onde tudo parece um conto de fadas.  A regra dos quatro, cinco encontros deve se manter também neste caso, por mais que você esteja morrendo de vontade de mudar seus status no Facebook e sair contando para todas as amigas que encontrou seu príncipe.   As vezes é preciso uma segunda olhada para ter certeza de que ele não é um sapo verruguento.  Eca.

E nada de dispensar o carinha legalzinho que você saiu na semana passada para ficar trancada em casa, checando seu IPhone a cada cinco minutos para ver se chegou mensagem do Lindão.   Volte ao primeiro conselho – já que está chovendo na sua horta, não é pecado sair com dois até se decidir por um.  É bom ter parâmetro de comparação.  Só não faça isso eternamente,  porque bem sabemos que quem tudo quer, tudo perde.  Safadeza tem limite, né, querida?

3 . Não busque a perfeição.  Todas nós queremos um Ryan Gosling ou um Bryan McFadden do nosso lado, mas tomemos uma dose do chá de realidade – nem sempre o Sr. Perfeito está disponível.   Então, nada de cortar o cara da lista só porque ele deixou escorregar um pedaço da batata sautée para fora do prato durante o jantar.  Quando a Julia Roberts fez isso com o Escargot, aposto que você achou engraçadinho – e ela era uma mulher, pelo amor de Victoria Esposa de Beckham.

A dica é focar no que você realmente busca em um relacionamento:  compreensão, carinho, cuidado.  Essas coisas que são capazes de fazer você feliz, sabe?  Pois é.  Que bom que você entendeu.

4.  O mesmo jamais será diferente.   Algumas vezes, mesmo que sem querer, acabamos repetindo o mesmo padrão.  Quando a sua BFF te mostra um carinha no bar,  você percebe que ele tem cabelo comprido demais, tem barba e está com a camisa aberta ao invés de gravata – não é o seu tipo.  Mesmo, Cláudia?   Como você pode ter tanta certeza se você nem parou para conversar com o moço?  Ele pode ser romântico, beijar bem, ser um excelente pai, amigo, compreensivo, ótimo de cama e tudo isso foi pro lixo porque naquele dia ele ainda não tinha cortado o cabelo e tirou o paletó para relaxar.  Lembre-se que o seu tipo é alguém que esteja exatamente como você está agora:  solteira.  E nada mais além disso.

Muito prazer.  Tá afim ou posso ir embora?!
Muito prazer. Tá afim ou posso ir embora?!

5. Um Encontro é nada mais que um Encontro.  Não faça do evento um show de Diva, com palco iluminado.  Não levante expectativas, não vá esperando absolutamente nada.  Antes de qualquer coisa, encontrar-se com alguém nada mais é que viver a vida.  É estar com uma pessoa que pode ser ou pode não ser o cara da sua vida.  É sobre se desafiar a passar algum tempo com alguém que você não conhece direito.  Significa experimentar algo novo e não perder tempo.  Essa é a última, porém mais importante regra.  Carpe Diem.  E tenho dito.

Albert Eistein já disse que “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa várias e várias vezes e esperar que os resultados sejam diferentes”.   Então, amiga linda, chega de bancar a maluca, né?  Experimente o novo e dê uma chance para ele.  Você não vai se arrepender, eu garanto.  Beijocas sabor Hug Me da Loira!

Escrito por Isa Schulberg

Isa Schulberg é loira, escritora, jornalista e, nas horas vagas, é psicótica, antropóloga e psicóloga. Quando não está descalça atualizando seu blog, está sempre com os pés em um salto, de olho no que rola por aí.

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