Não acompanho Big Brother desde a sua segunda ou terceira edição.   Adoro uma boa ficção,  onde personagens bem desenvolvidos interagem de forma coerente e juntos desenvolvem um enredo com começo, meio e fim.  Mas quando a mesma história é contada diversas vezes,  a atuação é fraca e o roteiro é previsível,  prefiro ocupar meus neurônios com algo mais produtivo.  Ou, nesse caso específico, conservá-los intactos para outras atividades de maior importância.

Quando li por aí que, neste ano, o reality do Boninho definiria a principal característica de cada participante previamente, não consegui evitar uma pequena risada sarcástica.   Ainda tem gente que acredita que os Brothers são gente como a gente?   Ou eu sou a única que tenho certeza que tratam-se de modelos e atores contratados para desempenhar papéis dentro de um ambiente socialmente controlado?

Felizmente tenho posse do controle remoto na minha própria casa, mas quando a academia resolve deixar a TV ligada na Globo durante minha série de Cadeira Abdutora,  fica impossível não ser contaminada.  E foi numa dessas que tive a infelicidade de assistir um dos blocos diários do “De Olho no Big Brother”, onde uma psicóloga analisava gestos, reações e falas dos nossos animais em cativeiro.  Perdão, artistas.   Perdão, pessoas comuns!

Minha impressão foi de estar vendo um daqueles programas de Laboratório, onde ratos e seu comportamento são estudados, com a diferença que os seres em questão simplesmente não trariam nenhum benefício para a humanidade ao fim do experimento.

No bloco, cenas do programa eram repetidas e a suposta profissional analisava os motivos da Kelly ter chamado a Laísa de piranha e porque a Mayara tinha chorado ao ser eliminada por seus colegas.   Parafraseando a morena burra mais amada do Brasil:  Confere, produção?!

O ato de catar a fêmea e lhe acariciar os cabelos demonstra a disposição do macho em copular

Sinceramente, se você é um daqueles que assiste BBB e ainda acredita nessa novela mal feita disfarçada de reality,  Tia Isa precisa te dar um toque:  eles usam ponto no ouvido, pelo amor de Santo Valentino!  A próxima vai ser qual?  Descobrirem a ossada de Papai Noel enterrada no jardim da casa? Pobres criancinhas….

Escrito por Isa Schulberg

Isa Schulberg é loira, escritora, jornalista e, nas horas vagas, é psicótica, antropóloga e psicóloga. Quando não está descalça atualizando seu blog, está sempre com os pés em um salto, de olho no que rola por aí.

2 comentários

  1. Olha Isa, eu não duvido nada q tenha gente daquele jeito na vida real. Se olharem pra gente com tanta lente de aumneto assim, nossa vida mesmo, sempre terá um lado de patético! Não cultuo o BBB mas acho no mínimo interessante. Acho que máscaras, falar o q se deve, vestir personagens acontece toda dia, toda hora, com todos nós… enfim, concordo q haja algum tipo de manipulação sim, mas não é tudo, pq simplesmente não precisa… o freak show é natural mesmo…

  2. Amiga, os atores tem que parecer pessoas da vida real, senão vira novela mexicana! Juro pra você que eles tem um script e que são chamados a atenção toda vez que fogem dele. Fontes super confiáveis me contaram! No final, é tudo uma palhaçada mesmo, mas se é para ser enganada, acho que prefiro Mulheres Ricas, com a Valdirene Orquídea Selvagem fingindo que nasceu milionária, quando na verdade deu muito de si para chegar onde está… adoro um escândalo, você não?

    Beijo da
    I.

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